quinta-feira, 7 de agosto de 2008

período azul


fase azul. o pablo, a esse classificaram-no por períodos de cor. pois eu declaro-me hoje em momento azul. cor da esperança. eu não gosto de verde... também não gostava de gatos... só dos coitados esfomeados e escanzelados que encontro pelas ruas. que encontro perto do mar. olha no que deu... continuo a não gostar, só do meu e, desses outros.
gosto desta foto. não se vêem os golfinhos, andavam dezenas deles à volta. sem exagero. da espécie que gosta de nadar ao longo do barco, com o barco. por baixo dele, por cima. brincalhões. tirei-lhes a pinta por "myself".
era tanto azul, tanto sal, tanto vento, tanto mar, tanto azul, céu, infinito. o infinito azul. o 'eu' infinito. quase o silêncio azul. o silêncio das ondas, do bater do barco, da mente azul.
entrei na minha fase azul. quando pintar, hei-de-me não esquecer do azul. hei-de-lhe fazer uma ode. no meio do vermelho e encarnado.

sábado, 26 de julho de 2008

age in me. h at me. age out there.

SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2008


You think you don’t have that much to give.
The much I want. The much I will not be waiting for.
You gave me everything, 1 happy week, perfection does not exist.
I ask no more.
A happy week, once in a while, that is everything, for ever, eternity.
Happiness does not exist.
Just once in a while. A few seconds of it. The eternity of it?
It is your pick. I did mine. I was happy. For a week. That is all I asked for.
No more than that, happiness, once in a while. A week is fine.
I ask no more. You gave it all. I know you're closed.

Am I about open? A late blooming process.
An open process, a work in progress, open for it, whatever it will be.
I do not ask for much.

I just want it all. I had it all. Just you didn’t know it.
You were there. I am here. I want it all.
I want the week. Once more. Once again. And that is about all.
All for now. All forever.
(let me in) Once in a while.
I was happy this time. I will be on the next. Whatever the next one will be.
I gave what was possible. Is that enough?
I am not a good deal. I am not good at all.
My beautiful eyes. The beauty in me. The beauty in you and you don’t see.
Sun, summer, sex, sea, sweat, salt, semen, smiles, to see.
I did get enough of some. I can’t get too much of none.
I could get into addiction. Choc and pepper. AGE addict.

a multidão sob uma gaze prateada com reflexos do meu luar

SEGUNDA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2007


a minha gata. a minha gata. multidão. chamei por ela. não a vi. cheirei-a, senti-a, deste lado mais iluminado do quarto. virei-me para trás. para a obscuridade, de onde a sentia. restolhar. a palavra faz-me lembrar livros antigos. que li na minha adolescência. júlio diniz. eça de queiróz. mas um restolhar sem barulho. uma bolha de ar. ou um novelo grande? na minha cortina a rastejar pelo chão quarto adentro? brilha por debaixo da infinita bainha da cortina de cinza com véus de prata. escurecem-se 2 bolinhas no novelo. no meio da prata do meu ecran reflectida na bolha de ar. e vejo. uma diáfana multidão. por isso se diz que haja quem tenha visões. eu tive. hoje tive. mais que uma. lindas. esta. a de uma francesinha de paris do porto à porta do alpendre. a de um vestido 'rojo' de vinho, de sangue negro das veias. com continhas e tudo. ia-se enrolando e serpenteando, mais ou menos quietamente, numa tira dourada azul de mar. tudo me soube muito a verde, da cor das bolinhas que são só minhas.

as lágrimas amargas de pietra van kant

SEGUNDA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2007
as lágrimas amargas de pietra van kant. fassbinder. fui hoje ver a peça de um grupo amador açoreano com alguns continentais (aqui residentes) à mistura, incluindo um dos nossos juízes de angra (no papel de pietra van kant). deviam ir ver a peça, nem que fosse pela curiosidade de verem o juíz, valha-nos deus, porque a peça é boa. a encenadora é muito boa. a ideia de um homem fazer o papel principal é ousada. e não só. resultou muito bem. não é peça para crianças, mas quem viu o filme, sabe-o de certeza. quem não viu, vá ver a peça, fica a saber e, fica com curiosidade de ver o filme, espero, num dia de céu azul, ou pelo menos num dia de pouca agitação interior. a peça, essa, ainda em cena no próximo dia 01.dez.2007. acho que a vou ver outra vez.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

um grito vermelho...



as eternas imagens. as imagens eternas. a caminho do algarve. um mini branco. um capot a precisar de beber água da torneira. tanta sede que o fumo já se notava. mesmo contra os zig.zags de calor. da estrada. do campo. a fronteira não era nítida. PHOTO LINK

quinta-feira, 10 de maio de 2007

american beauty

QUARTA-FEIRA, 04 DE ABRIL DE 2007





houve alguém que disse que a constância não morava aqui. não sei porquê. mora uma constância em que a directriz é capaz de não ser um elemento regrado, mas em que as coitadas das geratrizes são todas paralelas. paralelas até demais. vão todas ter ao mesmo ponto no infinito. aí, e talvez só aí, resida toda a questão. ainda por cima as cabras das geratrizes não se tocam, vão seguindo, seguindo, e sempre, sempre paralelas, sem interferirem umas com as outras. infinamente perto umas das outras e infinitamente longe. acho que conseguia resumir a vida a gd. a geometria descritiva, entenda-se.
e nunca ouviram aquela de que o bi-polar é o que tem que dar 2 pulos? acho montes de graça. eu acho-me constante demais. acho-me monótona, como a miúda do "the shipping news", com o kevin spacey - o do "american beauty".
e devia-me por isso apetecer estraçalhar os miolos da boneca com um martelo. as bonecas não têm cabeça, como toda a gente sabe, são brinquedos. mas mesmo assim.

imagem

SÁBADO, 09 DE DEZEMBRO DE 2006









normalmente uma imagem dá o mote. põe-me a pensar. ou cores. principalmente cores. cores despertam-me os sentidos. despertam sensações, coisas vividas. algumas imaginadas. não vos acontece não ter certeza se uma coisa aconteceu o a imaginaram? coisas sem a miníma importância, outras que me fazem duvidar da minha sanidade mental. ou simplesmente alzeihmer. mas coisas tão reais como se tivesse acabado de acordar depois de muito dormir, com luz do dia, entre o consciente e o inconsciente. há muito dormir. muitos sonhos. muitos rem.
há também o que chamo fenómeno slide. passar a noite de sono a ver slides. imagens seguidas, uma após outra, sem dar descanso. há muito tempo eram de mapas. tipo mapas de estradas. mas só se viam as estradas, como fios de chila, num plano transparente que se movia um pouco para cada lado, às vezes em contínuo, como se começasse no norte e nunca mais chegasse o sul. outras andava caóticamente, ao calhas, para um lado e para o outro. eu via e enjoava. sentia-me enlouquecer com aquilo, mas não terminava. mesmo que acordasse, continuava a ver o mapa de linhas translúcidas à minha frente. onde é que aquilo ficava? acho que portugal, sempre portugal. eternamente portugal, até ao enjôo. depois passaram a ser imagens da cidade, de revista. slides de arquitectura que nunca deixavam de passar. agora? agora pode ser de tudo. mas normalmente, imagens exaustivas de nada.
e vôo. sim, vôo. a propósito de tudo estou a voar. mesmo nos pesadelos, naqueles que deixamos de saber guiar e não podemos salvar um irmão, vôo e tudo se resolve. acho que se resolve. porque fico com uma sensação de paz no sono. deixo de ter o pânico gravado nas células, no cérebro, nos sentidos.
e vôo normalmente sempre por cima de campos e vales. verdejantes. ventosos. ou á noite. mas raramente sobre cidades. embora talvez já tenha acontecido voar na cidade. voar quando vou a cair. de algum prédio, de algum precipício. de alguma morte eminente. de alguma dor atroz. mas tudo se resume a paz. ao vôo da paz. em que me espanto por não saber que podia voar. por não ter acreditado antes que podia voar. que também podia voar acordada. que parva que fora. e parva também por por vezes não me acreditarem.

encarnado e verde

SÁBADO, 10 DE JUNHO DE 2006





bem, alguma vez tinha que ser a segunda. a segunda no blog. a segunda entrada no blog. no dia de portugal. fixe. super nacionalista. ou hiper internacionalista. venha o diabo e escolha. eu escolho o internacionalista, já se sabe. era óbvio. claro. até arranjei uma foto à imagem da bandeira de portugal.
eu sempre adorei diários mas nunca lá devo ter escrito mais do que 2 ou 3 vezes. em todos. um era encarnado, metade da bandeira. aquele que o meu querido irmão andou a ler. também, fiquei curada da pirosisse.
lá fui deixando umas coisas escritas em bases de copos de bares, entradas de concertos, cadernos vários, papelinhos mais ou menos formatados. até A4 se calhar - ganda mulher, tamanho a condizer.
estou farta da minha cidade de lisboa, cheia de saudades dela. e do porto. ou antes, dos sítios. das pessoas. dos amigos. os outros que se danem, claro. que desses não reza a minha história.
relendo, tanto verde vermelho escrito atrás e, eu farta de futebol e deste nacionalismo bacoco. ao menos se não nos levássemos tão a sério... mas havemos de levar o futebol e os descobrimentos às costas prá tumba.
sempre adorei vermelho muito escuro, a atirar para o ginja quase, com verde forte misturado com o das florestas mais o meu eterno castanho escuro levemente acinzentado. se tivessem tido explicações de gd comigo já sabiam quais eram os lápis mencionados. preferência pelos derwent. têm uma mina suave e parece que só de olhar para uns tantos na mesa nos sentimos calmos e espelhados.

bloquê?

SEXTA-FEIRA, 20 DE JANEIRO DE 2006








estou a ver se percebo como funciona um blog. se podemos escrever todas as estupidezes que nos veêm à cabeça. poder, devemos poder. será que há um milhar de palermas à espera de andar a cuscar por aqui só para querer fazer daqueles comentários completamente anormais? na sei, na quero saber e tenho raiva de quem ponha algum desses. bato-lhe, juro. será que esta trampa de texto ficará como título do blog? logo de caras? logo à frente de tudo? fixe. assim ninguém continua a ler. bem, 3, 2, 1, buuumm